Últimas notícias

Blog

Gestão ambiental garante menos emissão de gases

Se há vinte anos, quando foi realizada a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Eco 92 –, o setor mineral começava a dar os primeiros passos rumo à superação da ideia de que mineração e degradação caminham lado a lado, hoje o cenário já é bem diferente. Houve uma mudança de paradigmas, que faz com que as empresas do setor se preocupem cada vez mais em investir na área de sustentabilidade, implantando planos de gestão ambiental. “As empresas hoje se preocupam muito com o legado que vão deixar nas comunidades. O legado econômico é facilmente percebido, com a geração imediata de emprego e renda. É fundamental uma visão de planejamento de longo prazo, com investimentos em capacitação e diversificação da economia local, acoplada ao desenvolvimento de políticas públicas de sustentabilidade”, diz Rinaldo Mancin, diretor de Assuntos Ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

“As empresas estão buscando não só ultrapassar aquilo que é exigido delas pelas leis ambientais, mas querem se tornar referências em sustentabilidade”, acrescenta Mancin. Este mês, o Instituto se prepara para lançar uma publicação na Rio + 20, que analisa a evolução da gestão ambiental nas mineradoras nos últimos 20 anos, e traz dados surpreendentes: o setor contribui com menos de 0,5% na emissão de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, por exemplo.

Através de um Termo de Convênio, assinado entre a Hydro Alunorte e a prefeitura de Barcarena, a refinaria de alumina, localizada em Barcarena, reflorestou 37,5 hectares na comunidade Santana do Cafezal. Na área, foram plantadas mais de 41 mil mudas de árvores frutíferas, gerando renda a pequenos produtores locais. “O objetivo é restabelecer as condições naturais do ecossistema ou minimizar os impactos ambientais. Queremos chegar o mais próximo possível das condições originais”, explica Sérgio Rosas, gerente da Área de Meio Ambiente e Qualidade da Hydro Alunorte.

No oeste do Pará, em meio à Floresta Nacional Saracá-Taquera, uma das reservas biológicas brasileiras, a Mineração Rio do Norte (MRN) já reflorestou desde 1979, 8,8 milhões de mudas de 450 espécies arbóreas nativas. O reflorestamento foi só início. Hoje, a MRN realiza o monitoramento físico-químico e biológico das águas de rios e igarapés; a qualidade do ar; o nível de ruído; recicla; monitora e resgata a fauna, abelhas e a flora; entre outras ações desenvolvidas, em sua maioria, com o apoio de universidades brasileiras.

“Queremos compreender suas dietas, áreas de vida, comportamentos sociais e reprodutivos, e completar as necessidades técnicas sobre o monitoramento da influência da mineração de bauxita sobre o meio ambiente”, explica Milena Moreira, gerente do Departamento de Controle Ambiental da empresa.

Reduzir, reutilizar e reciclar. É dessa forma que o Departamento de Meio Ambiente da Imerys está conseguindo ter bons resultados quando o assunto é reaproveitar materiais que iriam para o lixo. Na fábrica em Barcarena e nas duas minas de extração de caulim, localizadas em Ipixuna do Pará, a Imerys possui centrais de resíduos para descartar materiais que a empresa não utiliza mais. “Resolvemos fazer uma triagem desses materiais para que os funcionários pudessem visualizar o que ainda poderia ser utilizado dentro da empresa. A ideia está dando certo! ”, explica Shyrlene Maciel, engenheira ambiental da Imerys.
 Fonte: Diário Online

Sem comentários

Deixe um comentário